Fafe conta a sua história em vários pequenos museus de grande alma. Na elegante Casa do Santo Novo, hoje Casa Municipal da Cultura, o Museu da Imprensa preserva as máquinas dos velhos jornais da terra, e o Museu das Migrações e das Comunidades evoca a epopeia dos «brasileiros». A poucos passos, o Museu do Rali celebra a paixão que faz vibrar estas serras — e explica por que razão se diz, no mundo dos ralis, que «Fafe é rali».
Memórias de tinta e de partida
Aberto ao público a 25 de abril de 1996, o Museu da Imprensa está instalado na Casa do Santo Novo, casa apalaçada do século XIX, e reúne as máquinas e equipamentos de composição e impressão de jornais históricos fafenses como «O Desforço», fundado em 1892. No mesmo edifício, o Museu das Migrações e das Comunidades, criado em 2001, documenta o fenómeno que moldou Fafe como poucos: a emigração para o Brasil e o regresso dos «brasileiros de torna-viagem», cuja fortuna ergueu palacetes, escolas e hospitais.
O templo dos ralis
Inaugurado a 10 de julho de 2021, na Rua Guerra Junqueiro, o Museu do Rali nasceu de uma parceria entre o município, o Clube Automóvel Serras de Fafe e o Grupo Nun'Álvares. A exposição permanente reúne cerca de 25 viaturas de competição — dos clássicos Ford Escort e dos míticos Lancia Delta aos modernos Skoda Fabia R5 — além de fatos, capacetes, miniaturas e cartazes. É a homenagem de Fafe ao célebre troço serrano e ao seu salto lendário, palco de peregrinação dos adeptos do Rali de Portugal. Nas imediações, o Museu Regional do Automóvel completa o roteiro para os apaixonados por motores.
Não perca
- As máquinas tipográficas do jornal «O Desforço» (1892) no Museu da Imprensa
- A Casa do Santo Novo, palacete oitocentista que acolhe a Casa Municipal da Cultura
- O Museu das Migrações e a saga dos «brasileiros de torna-viagem»
- Os cerca de 25 carros de competição do Museu do Rali, dos Lancia Delta aos Skoda R5
- Exposições temporárias dedicadas a Fafe e ao Rali de Portugal
Dicas de quem cá vive
- O Museu do Rali abre à tarde (terça a domingo); para grupos, convém marcar visita com antecedência.
- Comece pela Casa Municipal da Cultura: imprensa e migrações visitam-se no mesmo edifício.
- Se vier em época de rali, o museu enche-se de ambiente — reserve tempo extra.

