Antes dos romanos, antes de Portugal, já se vivia nestas colinas do Minho. A Citânia de Briteiros, no cimo do Monte de São Romão entre Guimarães e Braga, é um dos mais notáveis povoados castrejos da Península Ibérica — uma verdadeira cidade proto-histórica de muralhas, ruas lajeadas e dezenas de casas circulares de pedra. É uma viagem de mais de dois mil anos, a apenas meia hora de carro do hotel.
Uma cidade da Idade do Ferro
Percorrer a citânia é caminhar literalmente sobre a história: as ruas de lajes de granito, os arruamentos ordenados, as muralhas concêntricas e os núcleos familiares de habitações circulares permanecem desenhados no monte com uma clareza rara. Duas casas foram reconstruídas no início do século XX, ajudando a imaginar o quotidiano castrejo, e o balneário com a sua «pedra formosa» continua a intrigar arqueólogos e visitantes. Lá do alto, a vista abre-se sobre o vale do rio Ave.
O legado de Martins Sarmento
Foi Francisco Martins Sarmento, pioneiro da arqueologia portuguesa, quem iniciou as escavações em 1874, e é a sociedade vimaranense que leva o seu nome que ainda hoje zela pelo sítio. Para completar a visita, o Museu da Cultura Castreja, instalado num solar próximo, e o Museu Arqueológico em Guimarães contextualizam os achados — há um bilhete combinado que reúne os três espaços.
Não perca
- Muralhas, ruas lajeadas e casas circulares da Idade do Ferro
- As duas habitações castrejas reconstruídas
- O balneário castrejo e a enigmática pedra formosa
- Vistas panorâmicas sobre o vale do Ave
- Museu da Cultura Castreja, a poucos minutos do sítio
Dicas de quem cá vive
- Há estacionamento junto à entrada, mas o percurso no interior faz-se por caminhos de pedra irregulares — leve calçado fechado e confortável.
- Visite ao fim da manhã e combine com almoço em Guimarães ou Braga, a cerca de 15 minutos.
- O monte é exposto: leve chapéu e água no verão, e um corta-vento no inverno.
